Tripulantes de navio abandonado no Porto de Santos, SP, são repatriados | Porto Mar

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    Tripulantes de um navio atracado em situação de abandono no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, foram repatriados após meses de espera. Eles começaram a desembarcar na última sexta-feira (30) e os seis últimos saíram e voltaram para os países de origem, conforme explicou o capitão da embarcação, Eduarg Goguadze, ao G1.

    O navio Srakane, de bandeira do Panamá, ficou atracado na Margem Esquerda do Porto de Santos com trabalhadores da Geórgia, Ucrânia e Montenegro por quase um ano. Os 15 tripulantes que retornaram para suas casas fizeram testes de Covid-19 para receberem a autorização de ir até o aeroporto.

    Os tripulantes que desembarcaram, aguardaram em um hotel em Santos as passagens aéreas para serem repatriados. Eles ficaram sem notícias e contato com os responsáveis pelo navio, além de não receberam o salário. Apenas em julho eles receberam o equivalente a quatro meses de salário, por meio de indenização paga pela seguradora. Isso aconteceu depois que auditores fiscais do Trabalho entraram em contato com a armadora responsável pela embarcação e, sem sucesso, acionaram a Autoridade Marítima do Panamá.

    Com a indenização e auxílio dos órgãos, eles conseguiram sair da embarcação. Uma audiência sobre o caso foi marcada para setembro, mas devido à demora, os tripulantes não quiseram aguardar a bordo, e precisaram retornar às suas famílias.

    Tripulantes desembarcaram do navio no Porto de Santos, SP — Foto: Vanessa Medeiros/G1

    O Governo Federal foi acionado pela Capitania dos Portos em abril de 2021, depois da fiscalização de órgãos estaduais e federais que promoviam uma operação para coibir crimes no mar. De acordo com o auditor fiscal do Trabalho Rodrigo Aoki Fuziy, os tripulantes do navio estavam vivendo com pouca comida e água potável, e ainda com baixo volume de combustível, o que colocava em risco a segurança no canal do Porto.

    O navio também estava com o sistema de esgoto saturado. Ao ajuizar a ação, o procurador Rodrigo Lestrade Pedroso afirmou que o órgão buscava pela integridade dos tripulantes.

    “O Ministério Público do Trabalho busca, mediante a presente ação civil pública, provimentos inibitórios para a preservação da vida, da saúde e da integridade psicofísica dos trabalhadores marítimos, bem como a preservação de um meio ambiente de trabalho seguro, sadio e hígido”, disse o procurador.

    Em junho, decisão da 1ª Vara do Trabalho de Guarujá ordenou que os tripulantes fossem repatriados, devido à situação de abandono do navio, e que as três empresas do setor de transporte marítimo desembarcassem os empregados, que estavam com contratos vencidos.

    Tripulantes de navio Srakane estavam sem água potável e alimento no Porto de Santos, SP — Foto: Divulgação/Inspeção do Trabalho

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