Unifesp de São José desenvolve prótese adesiva que simula mama

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O Outubro Rosa, mês de prevenção ao câncer de mama, já passou, mas a luta continua. A Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) do campus de São José dos Campos iniciou um projeto de desenvolvimento de próteses externas de mamas para mulheres que fizeram mastectomia e não têm recurso para colocar implante. A iniciativa também deve alcançar aquelas que ficaram sem pele suficiente para cobrir um implante, após tratamento de câncer de mama com radioterapia.

Reprodução/Unifesp

Câncer de mama

Segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer), o câncer de mama é o tipo que mais acomete as mulheres no Brasil, excluídos os tumores de pele não melanoma.

Em 2019, quase 60 mil casos novos foram registrados, o que equivale a 51,29 casos por 100 mil mulheres.

Tecnologia para mulheres sem recursos

Coordenado pela professora Maria Elizete Kunkel, o projeto “Tecnologia de impressão 3D para promover a inclusão social de mulheres mutiladas em países de baixa e média renda” vai utilizar as mesmas tecnologias e recursos do projeto Mao3D, que desde 2015 desenvolve próteses de membros superiores por impressão 3D.

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Segundo a professora Maria Elizete, os protocolos continuam sendo aprimorados. “Em uma pesquisa de iniciação científica, vamos fazer com que as próteses por impressão 3D fiquem com uma aparência mais aproximada, em questão de textura, da mama real. Já temos os sutiãs que vão ser usados como protótipos. Também vamos criar um perfil no Instagram para mostrar o passo a passo do projeto”, explica.

Financiamento do Canadá

O projeto de Flávia é um dos 25 aprovados no mundo todo para receber financiamento do Centro de Pesquisa de Desenvolvimento Internacional do Canadá. O país exige que 90% da equipe seja composta de mulheres.

O objetivo da Unifesp é oferecer continuamente as próteses de mama para mulheres que tiverem os seios removidos. Os testes serão feitos com 15 delas.

No Brasil, pesquisas e uso dessas próteses adesivas são raros. “Fora do Brasil, as mulheres usam próteses de silicone fixadas na pele com adesivo e, aqui no Brasil, ninguém usa esse tipo de prótese, não se sabe o motivo. É possível fazer, não está fora da realidade. Nosso objetivo é desenvolver uma prótese que tenha uma boa funcionalidade, que seja fácil de fazer e de produzir a partir da tecnologia virtual e que, principalmente, seja acessível a mulheres que passaram por mastectomia”, concluiu a professora.



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