Variante delta já é responsável pela maioria dos casos de Covid no estado do Rio | Jornal Nacional

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    A variante delta já é responsável pela maioria dos casos de Covid no estado do Rio.

    A variante delta se tornou predominante três semanas antes do previsto pelas autoridades de saúde. Segundo a Secretaria estadual de Saúde, agora a cepa está presente em, pelo menos, 73% dos municípios do Rio

    A secretaria analisou material coletado de pacientes com Covid nos meses de junho e julho. Três em cada cinco amostras eram da delta.

    “A gente está avaliando com muito cuidado qual o perfil desses pacientes que estão sendo acometidos para pode entender se são pacientes não vacinados ou se são pacientes vacinados com a primeira dose ou se são vacinados com segunda dose, para gente entender se existe alguma outra questão associada para além do tipo da variante que está circulando”, diz o secretário de Saúde do estado do Rio, Alexande Chieppe

    A situação na capital segue ainda mais grave. De cada três amostras analisadas, duas eram da delta. Casos e internações aumentaram.

    A média móvel de casos nos últimos sete dias teve alta de 23% em relação a duas semanas atrás.

    O painel da prefeitura mostra que, no dia 11 de julho, 345 pessoas com síndrome respiratória aguda grave estavam em UTIs da rede SUS da capital. Um mês depois, o número mais atualizado de internações registra 465.

    Segundo a Secretaria municipal de Saúde, 60 leitos que haviam sido convertidos para outras doenças já voltaram para o tratamento da Covid e mais 40 leitos de enfermaria foram transformados em UTIs.

    Mesmo assim, a taxa de ocupação de leitos continua alta. A de UTI nesta segunda-feira (16) está em 91% e a de enfermaria, em 85%.

    “A gente vinha numa redução de casos importante. Nesse momento, a tendência mudou e o número de casos começa a aumentar”, afirma o secretário municipal de Saúde do Rio, Daniel Soranz.

    O governo do estado vai abrir 20 vagas de UTI nos próximos 15 dias e promete contratar leitos na rede privada.

    Apesar do aumento do número de casos, o índice de mortes continua a cair. Especialistas atribuem esta queda à vacinação.

    O pesquisador da Fiocruz Rivaldo da Cunha alerta que ainda não é hora de abandonar os cuidados básicos.

    “Muitas pessoas, de forma equivocada, com uma única dose, foram provocar ou participar de aglomerações, deixaram de utilizar as máscaras, deixaram os cuidados individuais e coletivos de lado, o que é ruim. Houve um aumento da exposição de pessoas que estavam parcialmente protegidas”, diz.



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